Inteligência Artificial Generativa e Multiletramentos: experiências de formação docente em Língua Portuguesa nos Anos Finais do Ensino Fundamental (Silva, 2025)
Citação de lucasselh em julho 7, 2026, 1:21 amBuscando por relatos de experiência com/sobre IA, para entender como os professores estão ensinando ou aprendendo a partir das IAs, encontrei o trabalho de Silva (2025). Nesse relato de experiência, autora apresenta um curso de formação de professores de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental da rede municipal de Petrolina-PE.
Como ela explica “A proposta centrou-se na articulação entre a Inteligência Artificial Generativa (IAGen) e os multiletramentos, com foco nas dimensões de ensinar com, para e sobre a inteligência artificial, conforme as orientações da UNESCO (2024) e da BNCC (2018). Fundamentada nas contribuições teóricas de Roxane Rojo e do Grupo de Nova Londres, a formação promoveu reflexões críticas e práticas pedagógicas que contemplaram o uso ético e responsável da IAGen, a compreensão dos aspectos técnicos e sociais da tecnologia, e a preparação dos estudantes para interagir de forma consciente com essas ferramentas” (Silva, 2025, p. 1).
A autora parte de uma recomendação da Unesco que recomenda que ao se trabalhar com essas tecnologias é preciso considerar as seguintes dimensões: 1. ensinar com IA; 2. ensinar para a IA; e 3. ensinar sobre a IA. Ela detalha cada uma dessas dimensões e afirma que “essa abordagem tríplice enfatiza a importância de práticas pedagógicas contextualizadas que não apenas promovam a incorporação tecnológica, mas também desenvolvam uma postura crítica e ética diante da inteligência artificial” (Silva, 2025, p. 4).
Silva (2025, p. 7) explica as três etapas do curso:
“A experiência seguiu três etapas sequenciais:
a) Discussão teórica e leitura crítica: foi proposto o estudo coletivo de dois artigos acadêmicos relevantes (Junqueira e Oliveira, 2025),que abordam a relação entre Multiletramentos, IAGene mudanças contemporâneas na educação. A discussão visou articular teoria e prática para ampliar o entendimento sobre os usos de IAGenem sala de aula;
b) Oficinas práticas com ferramentas de IAGen: os professores experimentaram ferramentas como ChatGPT, DALL·E e sistemas “Text-to-Audio”. Em grupos de 5 a 7 participantes, foram elaboradas sequências didáticas multimodais, integrando IAGenao ensino de leitura e produção de textos. Esses materiais foram organizados como artefatos pedagógicos para análise;
c) Reflexão coletiva e sistematização: ao apresentar suas propostas, os grupos participaram demomentos dialógicos de avaliação, nos quais foram levantadas discussões sobre potencialidades, riscos e mediação ética da IAGen. Essa etapa visou promover uma reflexão crítica e integrada entre prática e teoria.”.
Também é interessante perceber já na parte final, que a autora relata que os professores apresentavam entusiasmo em relação às IAs, mas também inseguranças e dúvidas.
Após essa leitura, podemos questionar:
- De que maneira a formação docente pode ultrapassar o ensino instrumental das ferramentas de IA e promover também uma compreensão mais aprofundada de seus impactos?
- Em que medida as três dimensões propostas pela UNESCO – ensinar com, para e sobre a IA – são suficientes para responder aos desafios que a inteligência artificial impõe ao ensino de Língua Portuguesa?
- Além dessas dimensões podemos pensar em outras? Talvez possamos pensar em uma quarta dimensão: ensinar sem IA?
- Quais/como outras abordagens/perspectivas teóricas podem contribuir para a formação com/para/sobre/(sem) IA?
- Como a educação pode escapar da lógica com vs sem IA? Isso é possível atualmente?
- As IAs não podem acabar apagando outras questões do campo educacional?
- Como dar a devida e necessária importância às IAs sem apagar outras tecnologias ou silenciar outras questões importantes para a educação?
- Esse tipo de curso poderia ser aplicado também com estudantes?
Enfim, essas foram algumas questões que a leitura me suscitou, mas o espaço fica aberto para outras contribuições.
Referência:
Silva, Ana Márcia dos Santos H. da. Inteligência Artificial Generativa e Multiletramentos: experiências de formação docente em Língua Portuguesa nos Anos Finais do Ensino Fundamental. Anais do 12º Simpósio Internacional de Educação e Comunicação – 3º Fórum Permanente Paulo Freire – SIMEDUC, 2025. Disponível em: https://eventos.set.edu.br/simeduc/article/view/17163/15126?shem=isphe. Acesso em: 7 jul. 2026.
Buscando por relatos de experiência com/sobre IA, para entender como os professores estão ensinando ou aprendendo a partir das IAs, encontrei o trabalho de Silva (2025). Nesse relato de experiência, autora apresenta um curso de formação de professores de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental da rede municipal de Petrolina-PE.
Como ela explica “A proposta centrou-se na articulação entre a Inteligência Artificial Generativa (IAGen) e os multiletramentos, com foco nas dimensões de ensinar com, para e sobre a inteligência artificial, conforme as orientações da UNESCO (2024) e da BNCC (2018). Fundamentada nas contribuições teóricas de Roxane Rojo e do Grupo de Nova Londres, a formação promoveu reflexões críticas e práticas pedagógicas que contemplaram o uso ético e responsável da IAGen, a compreensão dos aspectos técnicos e sociais da tecnologia, e a preparação dos estudantes para interagir de forma consciente com essas ferramentas” (Silva, 2025, p. 1).
A autora parte de uma recomendação da Unesco que recomenda que ao se trabalhar com essas tecnologias é preciso considerar as seguintes dimensões: 1. ensinar com IA; 2. ensinar para a IA; e 3. ensinar sobre a IA. Ela detalha cada uma dessas dimensões e afirma que “essa abordagem tríplice enfatiza a importância de práticas pedagógicas contextualizadas que não apenas promovam a incorporação tecnológica, mas também desenvolvam uma postura crítica e ética diante da inteligência artificial” (Silva, 2025, p. 4).
Silva (2025, p. 7) explica as três etapas do curso:
“A experiência seguiu três etapas sequenciais:
a) Discussão teórica e leitura crítica: foi proposto o estudo coletivo de dois artigos acadêmicos relevantes (Junqueira e Oliveira, 2025),que abordam a relação entre Multiletramentos, IAGene mudanças contemporâneas na educação. A discussão visou articular teoria e prática para ampliar o entendimento sobre os usos de IAGenem sala de aula;
b) Oficinas práticas com ferramentas de IAGen: os professores experimentaram ferramentas como ChatGPT, DALL·E e sistemas “Text-to-Audio”. Em grupos de 5 a 7 participantes, foram elaboradas sequências didáticas multimodais, integrando IAGenao ensino de leitura e produção de textos. Esses materiais foram organizados como artefatos pedagógicos para análise;
c) Reflexão coletiva e sistematização: ao apresentar suas propostas, os grupos participaram demomentos dialógicos de avaliação, nos quais foram levantadas discussões sobre potencialidades, riscos e mediação ética da IAGen. Essa etapa visou promover uma reflexão crítica e integrada entre prática e teoria.”.
Também é interessante perceber já na parte final, que a autora relata que os professores apresentavam entusiasmo em relação às IAs, mas também inseguranças e dúvidas.
Após essa leitura, podemos questionar:
- De que maneira a formação docente pode ultrapassar o ensino instrumental das ferramentas de IA e promover também uma compreensão mais aprofundada de seus impactos?
- Em que medida as três dimensões propostas pela UNESCO – ensinar com, para e sobre a IA – são suficientes para responder aos desafios que a inteligência artificial impõe ao ensino de Língua Portuguesa?
- Além dessas dimensões podemos pensar em outras? Talvez possamos pensar em uma quarta dimensão: ensinar sem IA?
- Quais/como outras abordagens/perspectivas teóricas podem contribuir para a formação com/para/sobre/(sem) IA?
- Como a educação pode escapar da lógica com vs sem IA? Isso é possível atualmente?
- As IAs não podem acabar apagando outras questões do campo educacional?
- Como dar a devida e necessária importância às IAs sem apagar outras tecnologias ou silenciar outras questões importantes para a educação?
- Esse tipo de curso poderia ser aplicado também com estudantes?
Enfim, essas foram algumas questões que a leitura me suscitou, mas o espaço fica aberto para outras contribuições.
Referência:
Silva, Ana Márcia dos Santos H. da. Inteligência Artificial Generativa e Multiletramentos: experiências de formação docente em Língua Portuguesa nos Anos Finais do Ensino Fundamental. Anais do 12º Simpósio Internacional de Educação e Comunicação – 3º Fórum Permanente Paulo Freire – SIMEDUC, 2025. Disponível em: https://eventos.set.edu.br/simeduc/article/view/17163/15126?shem=isphe. Acesso em: 7 jul. 2026.
